!Manipulação do combustível físsil usado

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5. Tratamento de rejeitos sólidos

• São gerados em grandes quantidades tanto nas instalações nucleares como nas instalações radioativas (luvas, papéis, algodão, vidros, peças de roupa, máscaras, filtros etc)
• Demandam muito espaço de estocagem
• Os métodos de redução de volume mais empregados são: a compactação e a incineração

– Compactação: rejeitos recolhidos em sacos de papel ou plástico, prensados dentro de um tambor metálico de 200 L, que será a embalagem definitiva; o fator de redução de volume é da ordem de 4.
– Incineração: rejeitos queimados em fornos especiais até se converterem em cinzas; o fator de redução de volume pode chegar a 80.

• Em ambos os casos, os radionuclídeos não são removidos do rejeito. Na incineração, a maior parte dos radionuclídeos se
concentra nas cinzas e o restante, que é transportado com a fumaça, fica retido nos filtros. O rejeito compactado ou as cinzas são então armazenados e depois transportados para o repositório final.
• Os rejeitos sólidos que não podem ser compactados e que não são incineráveis são simplesmente acondicionados em tambores ou
caixas metálicas, armazenados e depois transportados para o repositório. Quando estes rejeitos são de média atividade, são antes “encapsulados” dentro dos tambores ou caixas, vertendo-se sobre eles uma pasta de cimento, betume fundido ou outro agente solidificante para se obter um bloco monolítico.

5.1 Tratamento de rejeitos gasosos

• Gases, vapores (H2O, I2) e material particulado (sólido ou líquido) radioativos
• Métodos para retê-los:
– Filtração: meio filtrante de um reator deve ter eficiência ~100% em condições adversas de T e umidade. Geralmente, C ativado
(aerossóis) e fibra de vidro (gases)
– Lavagem

5.2 Tratamento de rejeitos líquidos

• Neutralização, para condicionar quimicamente o rejeito
• Precipitação, a Evaporação e a Troca Iônica, para reduzir o volume pela eliminação do solvente não radioativo
• Imobilização ou solidificação, para transformar o rejeito líquido em um bloco sólido (cimento, vidro, asfalto, cerâmicas ou polímeros)

6. Confinamento

Resíduos de meia-vida intermediária ou longa; atividade baixa ou média: repositórios construídos a profundidades de ~30 m

– Local: baixa densidade populacional, pouca perspectiva de exploração mineral ou agropecuária, isento de atividade sísmica, longe de rios, lagos e aqüíferos
– Barreiras de engenharia: camadas de concreto, argila e outros materiais impermeáveis ao redor dos tambores.

Projetam-se para esses repositórios “rasos” uma duração de alguns séculos.

Resíduos de meia-vida longa; atividade alta: repositórios geológicos a algumas centenas de metros de profundidade

– Minas profundas
– Mar (entre 1949 e 1972, hoje é banido)
– Espaço

Projetam-se para esses repositórios “profundos” uma duração de centenas de milhares de anos.

7. Panorama dos rejeitos radioativos no Brasil

Rejeitos radioativos de alta atividade: são armazenados no próprio reator. Não existe política nacional para seu reprocessamento.
Rejeitos radioativos de baixa e média atividade: não existe determinação governamental para o local da construção dos repositórios. São armazenados em depósitos intermediários.

8. Resíduos de baixa e média atividades

• IPEN (SP): ~1200 tambores, com volume de 250 m3 e atividade estimada de 220 TBq.
• Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (MG): ~150 tambores com volume de 30 m3 e atividade estimada de 100 TBq.
• Instituto de Engenharia Nuclear (RJ): ~35 tambores com volume de 7 m3.
• Central Nuclear de Angra, onde estão armazenados os rejeitos de atividade baixa e média gerados na própria usina. São cerca de 5.000 tambores de 200L, totalizando 3.000 toneladas aproximadamente, com volume de 1000 m3 e atividade estimada de 4,5 TBq.
• Complexo Industrial de Poços de Caldas, onde estão armazenados os rejeitos gerados na purificação de concentrados de urânio e tório. São 12700 toneladas de um concentrado chamado Torta II, com volume de 7250 m3 e atividade estimada de 120 TBq
• Depósitos da antiga Usina Santo Amaro em São Paulo e Botuxim (SP), onde estão armazenados os rejeitos gerados na purificação de terras raras extraídas da monazita. São 540 toneladas de Torta II, com volume de 325 m3 e atividade estimada de 5 TBq em São Paulo e 3500 toneladas com atividade estimada de 30TBq em Botuxim.

Fonte: CNEN e IPEN