Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica

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História e Missão

O Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica, CePOF, é um dos 17 Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O CePOF tem como missão desenvolver ciência básica e aplicada, promover avanços tecnológicos na área de óptica bem como promover uma ampla e profunda colaboração interdisciplinar entre o Centro, empresas privadas, e parceiros internacionais.

O CePOF é composto atualmente de mais de 300 pessoas, incluindo alunos, técnicos, pesquisadores e pessoal administrativo. Aparentemente pode parecer mais um projeto de pesquisa sediado em uma universidade, mas não é. O CePOF realiza, com a mesma seriedade, pesquisa básica, pesquisa aplicada, inovação tecnológica e difusão de ciências. Em todas estas frentes as atividades do CePOF apresentam impactos de várias naturezas.

Na parte de ciências básicas, os pesquisadores do CePOF dedicam-se de forma incansável para avançar no conhecimento, principalmente da física atômica. Produzindo átomos a temperaturas muito baixas (-273 oC), os pesquisadores do CePOF conquistaram uma reputação internacional por estudarem como a luz interage com tais amostras, produziram pela primeira vez em todo hemisfério Sul os chamados condensados de Bose-Einstein e investigam um dos fenômenos mais desafiadores das ciências atuais: a turbulência quântica. Os temas de pesquisa básica relacionam o Centro de São Carlos com os maiores centros internacional e com diversos pesquisadores importantes, alguns dos quais ganhadores do Prêmio de Nobel de Física.

Nosso Centro foi pioneiro nos estudos de sistemas quânticos fora do equilíbrio, especificamente a turbulência quântica em superfluidos aprisionados. Os trabalhos em átomos frios do CePOF colocaram o Brasil no mapa mundial da física dos sistemas quânticos de baixas temperaturas. O conhecimento em física atômica permitiu a construção do Relógio Atômico Brasileiro, colocando o país dentre aqueles que investem na metrologia científica de tempo e frequência. Graças a este laboratório, finalmente o país tem produzido trabalhos inéditos em metrologia, como a proposta de um relógio de átomos frios compacto, reconhecido mesmo pelas grandes empresas Americanas como projeto científico relevante.

Na parte de física aplicada, o CePOF promoveu a construção de uma excelente estrutura para a realização de nanofabricação. Os trabalhos realizados estão permitindo demonstrar novos efeitos que permitem o desenvolvimento de bio-sensores e estudos quânticos da interação da radiação com estruturas microscópicas. Os trabalhos em biofotônica tem permitido o entendimento de como, de fato, luz pode interferir no metabolismo dos seres vivos. Trabalhos como estes ajudaram a avançar o uso da biofotônica na proposta de novas técnicas terapêuticas para diversas doenças. Somo pioneiros mundiais na demonstração do uso da ação fotodinâmica no controle de fungos resistentes a fungicidas e a micro-organismos resistentes a antibióticos. A proposta de uma nova forma de combater a pneumonia com iluminação extracorpórea e sua demonstração a nível experimental consagrou a importância de um elevado esforço em produzir ciências básicas em prol do desenvolvimento de aplicações práticas para a saúde. Importante salientar que o entendimento básico de como a luz interage com meios túrbidos e sua ação nos micro-organismos é que tornaram tais aplicações possíveis.


Instituições Participantes do CePOF

Universidade de São Paulo (USP)

Instituto de Física de São Carlos (IFSC)

Escola de Engenharia de São Carlos (EESC)

Instituto de Química de São Carlos – IQSC / USP

Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP)

Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Departamento de Química (DQ)

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Faculdade de Odontologia de Araraquara (FOAR)

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa

Embrapa Instrumentação – São Carlos

Universidade de Araraquara – Uniara