Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica
O conhecimento gerado através dos trabalhos em ciências básicas cria, no CePOF, os subsídios para realização de diversas aplicações modernas, tanto em tecnologias industriais básicas como na modernização da Engenharia. Estudos com mecatrônica e composição de sensores ópticos permitiram o desenvolvimento de modernas técnicas para inspeção de aeronaves e navios, chegando a aplicações em reabilitações humanas com o uso inédito da robótica. Relógios atômicos e associação com sistemas GPS têm promovido o primeiro projeto de veículos autônomos guiados em território nacional.
A biofotônica desenvolvida pelo Centro promoveu o lançamento de mais de 15 novas tecnologias que podem ser usadas em prol da saúde. Merecem destaque, pelo enorme impacto, as técnicas de radiologia digital, onde lasers estabilizados e espacialmente modulados fazem a leitura de placas metaestáveis submetidas à radiação de Raios-X, lendo a fluorescência gerada. Com tal técnica, a radiologia de Raios-X (já centenária) deverá receber um impulso tecnológico sem precedentes. A ação fotodinâmica no tratamento de câncer gerou uma nova tecnologia que, em uma única plataforma, permite ao médico diagnosticar e tratar o câncer de pele durante uma única visita do paciente.
Na área de descontaminação, novas concepções tecnológicas para controle microbiológico permitiram propor diversas técnicas para controle de infecção. Merece destaque o controle de infecções de garganta em infantes, onde uma bala dissolvida na boca em menos de 5 minutos leva uma substância fotossensível até as placas bacterianas que, sendo em seguida iluminadas, leva os micro-organismos à morte. Também, a inalação de uma substância fotossensibilizadora permite impregnar as placas de infecção pulmonar, que podem posteriormente ser eliminadas por iluminação extracorpórea.
Finalmente, um dos trabalhos tecnológicos de maior impacto trata do desenvolvimento de técnicas de descontaminação fotônica de líquidos circulantes para limpeza de órgãos para transplante. Esta nova tecnologia, já com patentes internacionais aplicadas, deverá revolucionar transplantes de órgãos que hoje não podem ser utilizados devido a contaminações do doador.
O grande impacto tecnológico de nossas pesquisas pode ser devidamente medido pelo elevado número de patentes geradas (mais de 20 desde 2013) e o grande interesse de empresas por nossos resultados. Nossa relevância tecnológica é ainda comprovada por termos sido contemplados com uma unidade EMBRAPII de desenvolvimento tecnológico em Biofotônica e Instrumentação.